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domingo, 15 de setembro de 2013

jour #7 retour



o dia acordou nublado, a ameaçar chuva. o sentimento era de regresso, mas sem tristeza ou nostalgia. aproveitámos uma última praia em biscarrosse, num mar com ondas simpáticas e um mar de surfistas. almoçámos e seguimos para sul, percorrendo na autoestrada todos os pontos da nossa viagem, em placas de saída. uma volta pelo centro de biarritz de carro e fomos entregar a dobló ao aeroporto, numa corrida final para apanharmos o autocarro que nos levaria ao comboio. tudo tranquilo. a viagem acabou como devia acabar: os 3 no comboio para lisboa. parece tão simples, e no entanto implicou a ajuda de um segurança português na estação de irún e convencer um recalcitrante chefe de comboio basco da necessidade imperiosa de trocar dois bilhetes em wagonlit do dia seguinte por dois bilhetes simples para esse dia. parecia impossível, mas o que tem de ser tem mesmo muita força e o ouvido da ana, embora calmo pela medicação, só se trataria decentemente em lisboa. regressámos juntos.

sábado, 14 de setembro de 2013

jour #6 au revoir tiago...


bebericamos o serão até à última, aproveitando a oportunidade para matar saudades e pôr as histórias em dia, até o cansaço nos vencer e cairmos no sofá da rita e do fabrice, onde dormimos os 4 aconchegados. adormecemos sem pensar em hora de levantar. esta chegou naturalmente, tão naturalmente como a mesa de pequeno-almoço que entretanto se formou: cafés, pão, nutela, doce de rainhas-cláudia colhidas nas semanas anteriores... o convívio matinal despertou-nos suavemente. ajudámos o tiago a carregar a OphéliA para a sua longa viagem para berlim e de balanço procedemos à colagem oficial de uma ovelha basca na nádega esquerda da nossa companheira de tantas viagens. uma homenagem a pontos de ovelha passados e futuros. parte do propósito da nossa viagem passava por este momento, por estes abraços e desejos de boa viagem. tanto quanto o sentimos, o tiago estava a partir naquele momento de portugal. não sabia a estrangeiro.
trener. verbo de difícil tradução que corporiza o que foi o resto da manhã e início de tarde pelas ruas de bordéus, vagueando por aí, com um pulo à faculdade de medicina dentária no entretanto. o nosso passeio só ganhou mais direção quando a rita se juntou a nós após o almoço e nos fez um pequeno tour pelas ruas, até à frente rio, aos restos de muralhas e a um merecido café numa esplanada francesa. apetecia simplesmente deixar-se ficar, e fomos ficando, mas ainda havia um objetivo importante para o dia: o pôr do sol na duna du pilat. deixámos a moleza para trás e seguimos.
chegámos à duna rés vés pôr do sol, mas ainda a tempo de ver com luz a imponência deste monumento natural e passearmos junto à agua. sem o sabermos, a nossa viagem dirigira-se toda para este local, para este momento. como que a uma meta que se revela como tal apenas quando a vista a contempla. sentámo-nos na duna, vendo de um ponto alto a imensidão do bassin d'arcanchon e o céu azul escuro do início da noite misturando-se com os amarelos e laranjas deixados pelo sol depois de mergulhar no mar. o som constante das ondas. no céu, a primeira estrela da noite. respirámos fundo.
fizemos o caminho de volta para o carro já às escuras, subitamente recordados da existência dos nossos estômagos e da necessidade de encontrarmos um poiso para a noite. por essa altura, a dor de ouvidos que vinha acompanhando a ana desde bordéus atingiu um pico como otite e baralhou as contas. a prioridade passou a ser uma farmácia, encontrada em biscarosse. mesmo ao lado de uma pizzaria de atendimento português, onde matámos a fome e sede, entre pizzas salgadas, doces e rosés. adormecemos num pinhal.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

jour #5 flat


o sol matinal sobre o lago entrou-nos pela porta aberta da tenda. sem polícia desta vez.
o dia fez-se feio e o mar estava flat. fomos seguindo para norte, pulando de praia em praia. acabámos por parar na praia de conti, onde almoçámos. ler, dormir, mar... o que fazer num dia cinza? ainda houve surf para peterz.
seguimos para bordéus, em busca do elemento perdido (tiago) e do bom acolhimento luso-francês da rita e do fabrice.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

jour #4 soleil et lacs


acordámos no parque de estacionamento da praia de la pointe. a polícia, como um suave toque no ombro, indicou qu'il faut enlever la tente e seguiu. sem discussão.
comemos e seguimos, até outra praia de cap breton, mais a norte: la piste. ondas, sol e bunkers grafitados.
almoçámos em hossegor e voltámos à praia. era necessário surfar em hossegor, peterz dixit, com ou sem ondas. e surfou-se.
seguimos para norte e parámos na praia de penon, em seignosse. foi a altura de utilizar o joker: não queria seguir, era necessário um balde de café e parar numa esplanada. sem mais. e assim foi. um mojito sobre isso e estava operacional outra vez.
pôr do sol na praia des casernes e seguimos para vieux boucau, dando uma volta pitoresca por soustons e pelo lago. chegámos a vieux boucau a tempo de dançar no baile local, ver o centro e admirar o lago, tão próximo do mar.
jantámos e adormecemos sob um sobreiro, à beira do lago.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

jour #3 premières vagues


acordámos partidos, compartimentados na parte de trás da dobló, ao som da chuva a cair no mar e na fuselagem do carro. ar. abrimos a bagageira e deixámos o ar de chuva refrescante entrar, despertando lentamente os nossos sentidos. café. a dormência matinal tem o condão de nos fazer focar em objectivos simples. o que antes era quarto passa a cozinha e a água ferve. god bless. nice spot. estamos a metros do mar. la pluie peu importe. on dégage. bidart. café. deux berets pour les photos. ovelhar. seguir.
as cidades bascas são giras. o giro pequeno e pitoresco, típico. ok, but not quite... impõe-se um mergulho. ilbarritz. mergulho, mas curto. plongeade interdite. on continue. biarritz. somos vencidos pelas cidadezinhas típicas e somos turistas. é giro, e esquecemos que há pranchas na bagageira. quase rugem e nós surdos.
a viagem só começa na plage de la marinella. finalmente, ondas, pranchas, mar, praia. um areal que não acaba. é isto. à noite dormimos em tenda perto da praia. e haverá guitarrada. foi para isto que viemos.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

jour #2 côte basque


acordámos a meio da manhã, quase a chegar a terras de frança e com umas boas horas de sono embaladas pelo deslizar noturno do comboio.
como em qualquer primeiro dia de viagem que se preze, a logística tomou um papel de destaque: recolher o carro, compras gerais... só perto das 17h demos abertura à viagem, molhando os pés na água quente da praia de hendaia. começávamos a entrar no espírito, a pouco e pouco. seguimos para norte pela pitoresca estrada da corniche, junto ao mar. depois de ciboure, demos o primeiro mergulho inteiro em saint jean de luz, já com o sol baixo no mar.
alguns quilómetros para norte e parámos perto de guéthary, junto ao mar, onde cozinhámos um arroz de marisco/polvo e preparámos a nossa dobló para a noite.



domingo, 8 de setembro de 2013

jour #1 a partida


como num interrail de antanho... sem correrias, com uma calma estranha a dias de partida, subimos à carruagem do sud express.
há um ano arrancámos com um furo no pneu, desta vez com abraços familiares na estação de santa apolónia.
sw francês on y va...